Todos sabemos que, em Monster Hunter World, a premissa é a de ser um caçador que aventura-se por ambientes inóspitos em busca de criaturas selvagens gigantescas que devemos matar ou capturar para, assim, restabelecermos o equilíbrio da fauna local (e também para conseguirmos umas armas e armaduras bem bacanas no processo, é claro). Sua expansão Iceborn trouxe ainda mais conteúdo para ser desfrutado pelos jogadores, principalmente pra galera que já havia feito tudo o que podia ser feito no jogo base.

Recentemente, o site PC Gamer resolveu lançar uma resenha sobre Monster Hunter: Iceborn - mas o texto fez um barulho tremendo por motivos incrivelmente negativos. Isso porque o redator que fez o review (uma pessoa que alegou já ter jogado “200 horas antes da DLC e quase a mesma coisa após ela”) resolveu focar-se em um tema bastante polêmico e incomum de ser lembrado quando o assunto é Monster Hunter: a crueldade contra as feras que devemos caçar.

Faz parte da caçada nos inserirmos no habitat destas criaturas para rastreá-las e então combatê-las, atacando-as até que morram ou que estejam feridas o suficiente para serem capturadas. Durante o combate, as feras se debatem, sangram, gritam/rugem e até chegam a babar de dor e exaustão após estarem gravemente feridas. Na visão de Sam Greer, responsável pelo review da PC Gamer, isto é terrivelmente cruel, já que estamos “invadindo um ecossistema para cruelmente matarmos todas as criaturas que lá vivem”. A seguir, um trecho o texto de Greer (em tradução livre e adaptada):

“Sempre me senti desconfortável em jogar esses games, onde me pedem para sair, invadir os habitats dessas espécies e matá-las para fazer o próximo conjunto de armaduras e armas. Com [Monster Hunter World], o desconforto era extremo às vezes, batendo em monstros até eles mancarem, cortando suas caudas para ouvir seus lamentos e gritos. Você não apenas mata os monstros nesses jogos - você os faz sofrer. Por mais envolvente que seja, por mais fascinantes que sejam as lutas, sempre fiquei decepcionado por eles terem criado um ecossistema tão rico e a única coisa que podem me pedir para fazer é matar tudo.”

A comunidade do game, é claro, revoltou-se com a resenha. Comentários pontuam que “Monster Hunter é exatamente sobre ser um caçador”, que “o próprio game explica que estes monstros são invasores naquele habitat” e mesmo que “são apenas monstros em um mundo virtual”. Houve até um comentário na fanpage oficial do site perguntando se a resenha havia sido escrita pelo PETA.

Nossa opinião: Monster Hunter, de fato, traz uma realidade um tanto quanto controversa quanto à caçada a animais exóticos. Porém, não é como se o combate contra estes monstros fosse desleal à eles, já que muitas vezes as criaturas são muito mais fortes e melhor equipadas para estes confrontos que nossos caçadores, pequenos humanos minúsculos em comparação aos titãs predadores. Uma discussão sobre “crueldade contra animais” em um ambiente como este não parece fazer muito sentido.

No mais, se lhe insulta ou fere de alguma forma, basta apenas não jogar o game, certo?

E você, o que acha disso?