Em 2018, a Valve anunciara que não mais impediria que qualquer game fosse comercializado em sua plataforma Steam, nem mesmo se apresentassem conteúdo sexual explícito. Bem, esse posicionamento da empresa já lhe rendeu algumas dores de cabeça passadas, e agora isto voltou a acontecer com o infame Rape Day.

Neste citado título indie, o jogador assumiria o papel de um estuprador que se aproveita do caos gerado por um hipotético apocalipse zumbi para atacar moças indefesas. Seu objetivo é apenas esse: atacar estas mulheres sexualmente. Com polêmica gritando até em seu próprio título, não demorou para que uma petição online iniciada pelos próprios jogadores surgisse para exigir que a Steam banisse o game de sua plataforma.

A iniciativa coletiva deu certo, e a Valve não pôde fazer outra coisa a não ser barrar a comercialização de Rape Day. Em nota, a empresa disse que, após descobrir sobre o conteúdo do título, decidiu que o mesmo “representa custos e riscos desconhecidos e, portanto, não estará na Steam”.

“Respeitamos o desejo dos desenvolvedores em se expressarem, e o propósito da Steam é justamente o de ajuda-los a encontrarem seu público. Porém a desenvolvedora (de Rape Day) escolheu um tema e uma forma de se representar que torna difícil ajuda-los a fazerem isso”.

Rape Day – que seguiria o formato de uma “graphic novel” – seria lançado em abril na Steam.