Se você conhece alguém que ainda acredita firmemente que games violentos são capazes de incitar comportamentos agressivos de adolescentes na vida real, talvez seja bacana mostrar-lhes este artigo do site Interesting Engineering: lá temos relatado o mais recente estudo conduzido por especialistas de renomadas universidades como Oxford (Prof. Andrew Przybylski) e Cardiff (Dra. Netta Weinstein) em mais de 2.000 pessoas que mostram que não parece haver qualquer verdade neste mito.

Compondo o grupo de pessoas acompanhadas neste estudo estão adolescentes entre 14 e 15 anos e seus pais ou responsáveis. Todos os jovens foram instigados a jogarem games considerados violentos por órgãos como o Pan European Game Information (europeu) e a Entertainment Software Rating Board (norte-americano), enquanto eram observados por seus responsáveis. O resultado aponta que, embora jogar possa trazer à tona um bocado de insultos contra os adversários e um nível bem grande de competitividade, não houve nenhum indicativo de que a agressividade tenha passado também para a vida real.

Crédito do vídeo: canal Doom2Gameplay

Segundo a Dra. Netta Weinstein, co-autora deste experimento social, os estudos anteriores que mostraram haver clara ligação entre games violentos e comportamento agressivo nos jovens podem ter sido influenciados pelas opiniões pessoais dos próprios pesquisadores que os conduziram. Para evitar que o mesmo acontecesse mais uma vez, toda a equipe envolvida neste estudo em particular teve de registrar com antecedência suas “hipóteses, métodos e técnicas de análise”, assim comprovando que nenhum destes influenciaria no veredicto final - fosse a favor ou contra os games.

O Professor Andrew Przybylski, o outro co-autor desta pesquisa, deu sua opinião sobre o caso:

“Parte do problema na pesquisa tecnológica é que temos várias formas de analisarmos os mesmos dados, o que acaba por produzir diferentes resultados. Um resultado escolhido ‘a dedo’ pode adicionar peso indevido ao pânico moral que cerca os videogames.”

Crédito do vídeo: canal GameKiller346

Não é novidade que a opinião popular é muito influenciada por tragédias ocorridas no passado – como, por exemplo, o tiroteio no colégio Columbine, no Colorado, Estados Unidos, em 1999. Mas, com estudos como este, talvez um dia ainda possamos provar que, para que filmes e games violentos possam realmente incitar um comportamento “assassino” em alguém, este já deveria apresentar alguma condição psicológica que facilitasse esta sugestão.

E você, o que acha desta questão?