Não é só lá fora que games são censurados e proibidos de serem comercializados, como no caso de The Witcher 2 na Austrália e Football Manager 2005 na China - o Brasil também teve seus casos de proibições, ainda que muitos destes um dia cortados hoje já estejam liberados para compra. O maior motivo destas proibições? Ora, não podia ser outro: a violência destes, e gente de mente ultrapassada colocando os games como “fontes de inspiração” para tragédias e tiroteios pelo país.

A seguir, você confere em mais esta Lista Trocajogo uma seleção de 7 games que foram em algum momento proibidos no Brasil. Será que você jogou algum deles? Dá uma olhada nesses e já fique avisado: tem muitos outros que não estão por aqui. Uma segunda lista futura? Com certeza!

DOOM e MORTAL KOMBAT

Exatamente isto: a lista abre logo com dois games ocupando o mesmo espaço. Por quê? Ora, pois ambos foram banidos ao mesmo tempo por apenas um motivo: violência excessiva. Isso até poderia ter fundamento… Se essa proibição meio “atrasada” não tivesse sido aplicada no ano 2000 - quase 10 ANOS após o lançamento destes games. Será que em 2000 nenhum brasileiro ainda havia jogado Doom e Mortal Kombat? De qualquer forma, o banimento foi pelo ralo já em 2001, após ambos entrarem no sistema de classificação do Ministério da Justiça.

EVERQUEST

Um pioneiro do gênero MMORPG, o clássico Everquest foi banido pelo PROCON do estado de Goiás em meados de 2008 por um motivo bastante curioso: “o game leva o jogador ao desvirtuamento e conflitos psicológicos pesados; pois as tarefas que este recebe podem ser boas ou más”. Muitos apontam o sistema de criação e customização de personagens como o principal culpado pelo banimento.

O detalhe é que Everquest nem chegou a ter distribuição nacional - algo que o órgão sequer verificou antes de proibi-lo.

COUNTER STRIKE

Sim, o CSzinho que tantos de nós jogamos principalmente em lan-houses (eu cheguei a jogar durante o serviço no escritório - só não espalhem a história) também chegou a ser banido do mercado brasileiro, no mesmo ano e pelo mesmo PROCON goiano que baniu Everquest. Desta vez, o veto baixou em Counter Strike graças ao mapa brasileiro da favela (imagem acima), algo que, aliado ao fato de podermos jogar com “bandidos” (ou terroristas) e “atirar nos policiais” (os contra-terroristas) fazia então “apologia ao crime”.

Só pra constar: hoje em dia é possível comprar o game na Steam brasileira sem problemas. Ué?

DUKE NUKEM 3D

Em 1999, um então jovem de 23 anos chamado Matheus da Costa Meira resolveu levar uma arma de fogo a uma sessão de cinema em São Paulo. Durante o filme "Clube da Luta", ele foi ao banheiro, sacou a arma e atirou contra o espelho para, logo em seguida, voltar a sala de exibição e abrir fogo aleatoriamente contra quem lá estava assistindo ao filme. O crime deixou 3 mortos e 4 feridos.

Em julgamento, o criminoso alegou que havia se inspirado no game Duke Nukem 3D que costumava jogar, e claro que não demorou para que o game fosse crucificado como tão culpado quanto o claramente perturbado atirador. Vale lembrar que os banimentos a Doom e Mortal Kombat que abriram essa lista também foram amplamente influenciados por este caso.

CARMAGEDDON

Um clássico entre os “proibidões” não apenas no Brasil, mas no mundo inteiro. A premissa deste mancebo de 1996 é das mais brutais e nonsense já vistas nos games: um combate veicular onde os corredores devem matar uns aos outros e também moer a carne dos inocentes pedestres infelizes o bastante para estarem pelas ruas durante as “competições”.

Em muitos países, Carmageddon só foi permitido após passar por censura (trocando os pedestres por zumbis ou robôs), mas por aqui jamais foi liberado. O mesmo destino teve sua sequência, apenas 2 anos depois.

GTA: EPISODES OF LIBERTY CITY

Nossa lista fecha com esta DLC para o game Grand Theft Auto IV, que foi banida somente no Brasil por um motivo bastante incomum: quebra de direitos autorais. Explicamos: o pacote trouxe, entre seus novos conteúdos, um funk brasileiro chamado “Bota o Dedinho para o Alto”, de autoria de um garoto de 7 anos conhecido como MC Miltinho “Kid Conga”.

A questão é que a Rockstar não pediu permissão aos responsáveis pelo menino para usar a supracitada obra, e Hamilton da Silva Lourenço, pai do menino, não perdeu tempo ao processar o estúdio na justiça brasileira. Seus objetivos eram “simples”: uma grana gorda e a proibição MUNDIAL da venda da DLC. O primeiro ele conseguiu (500 mil em danos morais), mas o segundo nem tanto: Episodes of Liberty City teve sua comercialização vetada somente em terras brasileiras.