Antes de mais nada, temos de reconhecer um duro fato: o Brasil realmente não é nenhum paraíso, e infelizmente tem sim muita pobreza, desigualdade social e outras coisinhas desfavoráveis mais. Mas nem por isso nós merecemos ser lembrados de formas tão absurdas e toscas como as que vemos nos games que figuram nesta lista!

Se por um lado temos estúdios brasileiros trabalhando duro para mostrar lá fora um Brasil promissor, também temos vários estúdios gringos fazendo um péssimo juízo de nossas terras tupiniquins… Vejamos agora três dos piores exemplos:

Street Fighter III: 2nd Impact

A lista começa bem “amena” (em vista do que ainda virá…), apenas com a imagem acima para nos mostrar como a Capcom viu o Brasil - mais precisamente as ruas de São Paulo (isso mesmo, SÃO PAULO) - quando foi criar a arena de Sean Matsuda, que por sinal é brasileiro mesmo com este nome meio norte-americano, meio japonês.

Se muita gente nunca apoiou muito o Blanka como representante de nosso país no Street Fighter, com certeza foi ainda maior a galera que achou piada de mal gosto ver na capital paulista tantas melancias, palmeiras e até macacos. Fora as bandeiras brasileiras e o outdoor de futebol, que eram “essenciais” também para nos lembrar onde fica esta arena aí, né Capcom?

Vale mencionar que o estágio da Laura em Street Fighter V não fez muito para mostrar que o estúdio japonês mudou assim tanto sua forma de olhar para o nosso país…

Crédito do vídeo: canal Nova Era

Max Payne 3

De uma participação no Brasil para um game que se passa quase que completamente por aqui - e não de uma forma lisonjeira, bem longe disso. Max Payne 3 também causou muita revolta em muitos brasileiros, apesar do fato de alguns terem visto esta forma bizarra de enxergar nosso país  como algo “escrachado e até bem humorado”.

Fato é que o game da Rockstar mostra um Brasil extremamente pobre, onde favelas parecem ser praticamente a única forma de moradia para a população num ambiente fortemente estereotipado, com sexualidade, criminalidade e decadência morando em cada esquina.

Novamente o pano de fundo é a cidade de São Paulo, ainda que pareça que a equipe de produção tenha se inspirado em filmes como “Cidade de Deus” e “Tropa de Elite”, o que dá um visual de comunidade carioca a muitos trechos do game. Já as vozes são de longe o pior: muitos palavrões enfiados em frases curtas num linguajar bem agressivo deixar a bandidagem bem com cara de “malvadona” mesmo.

Destaque (negativo) vai para a novela “brasileira” com cara de mexicana, com direito até a bebê CURUPIRA... 

Crédito do vídeo: canal tvpowerplay

Assassin’s Creed III

Se Max Payne 3 pecou pela dublagem tosca, Assassin’s Creed III então simplesmente extrapolou todos os limites. Sério mesmo, nós preferimos ouvir o Roger em Battlefield Hardline ou a Pitty em Mortal Kombat X a passarmos mais 1 segundo de nossas vidas escutando as aberrações proferidas pelos supostos “brasileiros” durante um curto trecho do game que passa-se em tempos mais atuais.

No controle de Desmond Miles, o jogador começa em uma estação de metrô e precisa encontrar um alvo que está participando de um torneio de MMA estilo UFC. O bizarro é que a Ubisoft tentou colocar neste pequeno trecho o máximo de referências brasileiras possíveis: nas paredes, aqueles padrões de ladrilhos das calçadas do centro de São Paulo (sim, outra vez…). Barracas vendendo centenas de bandeiras verde e amarelo sugerem que deva ser época de Copa do Mundo, e um estádio e até uma pequena favela próxima se amontoam pra fazerem parte da “ambientação”.

Mas, como já dissemos, o pior mesmo está na dublagem: não apenas são assuntos ridículos (“Poxa cara, você comeu a minha irmãzinha?!”), como também temos aqui sotaques medonhos por parte dos dubladores que, sem a menor dúvida, não são brasileiros de jeito nenhum.

Esta representação do Brasil foi tão trágica que a Ubisoft chegou a pedir desculpas pelo trabalho desleixado que fizeram aqui. Pois é, podemos não ser um dos países mais ricos e poderosos do mundo, mas um pouco mais de respeito é bom e todos gostamos!