“God of War não é o Kratos, é sobre a mitologia grega!” - com esta afirmação que muitos membros da equipe de produção de God of War (2018) quase conseguiram mudar completamente o rumo para o qual a franquia acabou por seguir. Segundo Cory Barlog, não apenas dentro da Sony Santa Monica como também muitos fãs na época achavam que, após três games com o anti-herói mal encarado, era hora de virarem a página com um novo protagonista.

Porém, Barlog defendeu ferrenhamente Kratos como o “rosto” de God of War, argumentando que o caminho seria a adoção de um novo conceito: ao invés de um novo protagonista ou de um quarto game “mais do mesmo”, a ideia foi apresentar a “redenção” de Kratos e tudo que ele fez de errado no passado.

Mas a equipe de produção não deixaria de xiar mesmo após resolverem a permanência de Kratos: logo, foi o garoto Atreus o alvo das críticas e ameaças de corte. Segundo Barlog, a queixa recorrente era de que os recursos para a realização do quarto God of War não eram o suficiente para que tanto trabalho fosse investido no filho do ex-deus grego. Dar a ele movimentos de animação convincentes e desenvolver bem seu papel na trama parecia algo complexo e que “não valia a pena”.

Para defender a permanência de Atreus no produto final, Barlog deu o exemplo de The Last of Us, explicando sobre a vantagem e funcionalidade de um NPC que auxilia o jogador. Manter pai e filho na trama foi para o diretor de God of War algo muito importante pessoalmente, já que ele - que também tornou-se pai há poucos anos - acredita que este laço fraterno seria imprescindível na redenção de Kratos.